Thursday, March 30, 2006
Adoro quando falam de meu pinto...
Semanas atrás, postei aqui uma sátira da carioca Rafaella Lemos endereçada a minha figura, o que adorei! Hoje, trago outra sátira feita só pra mim (!!!), de um colega também carioca, que à época assinava como Henrique Syk (heterônimo já abandonado), publicada no oitavo número de meu saudoso Jonal Penial... Ei-la, pois!
A MAZELA DE LÉO PINTO
Eu digo pra você que este Léo Pinto
é muito fodedor. Pois eu bem sei
que tudo fode: dama, puta ou gay,
cachorro, planta, até nematelmintos,
por mais que sejam vermes, o distinto
arromba-os, seguindo a sua lei,
assim escrita: "Eu tudo foderei
sem qualquer preconceito!". E vai, faminto,
metendo em qualquer coisa o seu bagulho,
embora de uma forma um tanto rara
--pois li, num Jornal raro (o Penial),
que o Pinto quis foder um pedregulho,
e o seu pau entortou! Nem assim pára:
ainda fode -- na diagonal...
Henrique Syk, 2005
A MAZELA DE LÉO PINTO
Eu digo pra você que este Léo Pinto
é muito fodedor. Pois eu bem sei
que tudo fode: dama, puta ou gay,
cachorro, planta, até nematelmintos,
por mais que sejam vermes, o distinto
arromba-os, seguindo a sua lei,
assim escrita: "Eu tudo foderei
sem qualquer preconceito!". E vai, faminto,
metendo em qualquer coisa o seu bagulho,
embora de uma forma um tanto rara
--pois li, num Jornal raro (o Penial),
que o Pinto quis foder um pedregulho,
e o seu pau entortou! Nem assim pára:
ainda fode -- na diagonal...
Henrique Syk, 2005
Monday, March 27, 2006
Ao Poeta Lagartixa
A Desforra
(Para Laurindo Rabelo)
Fodendo vê Laurindo a sua amada
com outro, em cujo pinto ela se apóia,
e o cabra a quem ela oferece a jóia
a faz urrar a cada cavalgada.
Sem ar, ao contemplar a foda armada,
o corno quase que entra em paranóia,
corre pra casa e, a cena atroz, remói-a,
e, só, profere injúrias à safada!
Mas para se vingar de seu despeito,
concentra-se o poeta e, tenazmente,
se põe a compor glosas a seu jeito
(ou seja, o mais sacana e fodazmente),
e o seu castigo sai-se tão perfeito
que a bisca vai falada à toda a gente!
Leo Pinto, 14/12/2005
(Para Laurindo Rabelo)
Fodendo vê Laurindo a sua amada
com outro, em cujo pinto ela se apóia,
e o cabra a quem ela oferece a jóia
a faz urrar a cada cavalgada.
Sem ar, ao contemplar a foda armada,
o corno quase que entra em paranóia,
corre pra casa e, a cena atroz, remói-a,
e, só, profere injúrias à safada!
Mas para se vingar de seu despeito,
concentra-se o poeta e, tenazmente,
se põe a compor glosas a seu jeito
(ou seja, o mais sacana e fodazmente),
e o seu castigo sai-se tão perfeito
que a bisca vai falada à toda a gente!
Leo Pinto, 14/12/2005
Friday, March 24, 2006
Desamores d'O Cortiço...
A Mazela de João Romão
Por anos, satisfeito se serviu
João Romão da negra Bertoleza;
no entanto, a buscar título e nobreza,
mandou-a para a puta que pariu!
Porém, não muito fácil engoliu
a sacanagem e, toda altiveza,
a pobre, numa trágica bruteza,
sozinha o seu destino concluiu!
Romão, sem fazer caso, se casou
com outra, que o fez nobre e proeminente,
e só tarde demais que vislumbrou
o tolo seu engano deprimente:
gozou de ilustre vida sem no entanto
gozar o que co’a negra havia tanto...
Leo Pinto, 23/03/2006
Por anos, satisfeito se serviu
João Romão da negra Bertoleza;
no entanto, a buscar título e nobreza,
mandou-a para a puta que pariu!
Porém, não muito fácil engoliu
a sacanagem e, toda altiveza,
a pobre, numa trágica bruteza,
sozinha o seu destino concluiu!
Romão, sem fazer caso, se casou
com outra, que o fez nobre e proeminente,
e só tarde demais que vislumbrou
o tolo seu engano deprimente:
gozou de ilustre vida sem no entanto
gozar o que co’a negra havia tanto...
Leo Pinto, 23/03/2006
Thursday, March 23, 2006
Lewis Carrol Recontado...
Alícia no País da Putaria
Alícia era uma loira que pintava
de rubro o seu insípido cabelo:
porém purpúreo a química deixava
o encaracoladinho lá do grelo!
A “ruiva” era metida a metaleira,
só usava preto e couro, e de acessório
uma estilosa luva de roqueira
pra disfarçar seu eu chulo e simplório:
ela era, na verdade, patricinha
daquelas que não gostam de assumir-se;
rebites, tatuagens e luvinha
que o verdadeiro poser fazem rir-se!
E inda alardeava fama de bandida,
de bad girl lasciva e depravada,
porém que tinha malemá na lida
da siririca sido iniciada!
Mas eis que em certo dia excepcional,
em que mal se consegue acreditar,
aconteceu-lhe o evento sem igual,
que a sua vida havia de mudar!
Enquanto ela escutava Avril Lavigne,
trancada no seu quarto, às escondidas,
na cama, relaxada e de biquíni,
deixou-se adormecer pelas batidas,
e num sono profundo teve sonhos
que nunca dantes concebido havia,
devaneios grotescos e bisonhos
da mais autêntica pornografia!
Primeiro viu correr desabalado
um coelho com cara de urubu
pra dentro de um sombrio e pregueado
buraco, que era um monstruoso cu!
E sem porquês, correu atrás do coelho
e, sugada pra dentro do recinto,
caiu num lago que serviu de espelho
pra atrás de si lhe revelar um pinto
gigante, que a empurrou adentro e adiante:
quedou-se então Alícia abobalhada
a contemplar um campo verdejante
com a grama de porra melecada!
Aliás, também toda ela estava em porra
e, nua já, a afogar-se na meleca,
consegui-se livrar daquela borra,
agarrando-se à ponta do careca!
Caída, enfim, no solo melequento,
voou como égua atleta quando viu
de novo o coelho, tenso e suarento,
correndo para a Puta Que Pariu!
Alcançando-o, pegou-o pelo rabo
e capotou com ele um morro abaixo,
embolando-se os dois da encosta ao cabo,
chegando ele por cima e ela por baixo
e, mal se desembolam, ele a ajoelha,
xingando-a de putinha-de-uma-figa
e, mesmo ela não sendo uma coelha,
a abocanhar sua cenoura a obriga!
No entanto, em meio à ação, o coelho pára,
pra olhar abestalhado o seu relógio,
e sem não mais, sumindo ele dispara,
decorando um versejo ao necrológio
que planejava a si, se não chegasse
a tempo para o encontro da Rainha:
“aqui eu não jazeria, não parasse
para curtir aquela chupetinha!”
Seguiu sozinha Alícia, novamente,
até que com a noite deparou-se
e, tal qual lhe acontecera anteriormente,
por trás tomou do pinto-monstro um couce!
Acordou quando o sol já iluminava
toda uma plantação com cheiro de alho,
que, como ao seu olhar se revelava,
era uma imensa roça de caralho!
E do alto de um enorme escroto ria
da sua cara um grosso membralhão,
e enquanto o mastro lá se divertia,
correu, amedrontada, até mais não
güentar-se sobre as pernas, quando enfim
parou e, sobre os pintos debruçada,
tirou da terra um pífio amendoim
que contemplou curiosa e desconfiada:
levou-o à boca, e atarantada viu
que em sua língua o troço foi crescendo
e, quanto mais no coiso ela buliu,
o mesmo mais tornava-se estupendo!
E assim, tanto o chupou, que em pouco tempo
o “brinquedo” tornou-se um gigantesco
e divertido e culto passatempo
que a instruiu no cultivo priapesco!
Mas quando, já enfastiada do brinquedo,
Alícia resolveu seguir caminho,
largou-o e foi-se, e o tronco, em seu degredo,
voltou a ser apenas um raminho...
Adiante, pois, a esperta Alícia viu
um banquete servido numa mesa,
onde uma lebre e um rato descobriu,
e um sapateiro com a rola tesa!
O rato cochilava, e o sapateiro,
cheirando o material de seu trabalho,
contava à lebre, lépido e faceiro,
façanhas de seu rígido vergalho!
Convida-a pra seu desaniversário,
ao ver Alícia o alegre cheirador,
enquanto em seu botão hemorroidário
introduz o inconsciente roedor:
“Chega mais, que hoje é festa na floresta!
Se ajoelha aqui, e assopra a minha tuba!
Concentra, que se não levou na testa!
Vou te mostrar o que é que é uma suruba!”
E então, o desaniversariante,
tendo isso dito, deu-lhe um ponta-pé
no estômago, fazendo-a cambaleante,
para engatá-la em si na marcha ré!
E enquanto tudo a aquilo acontecia,
sozinha devorou a lebre o bolo,
indo se unir depois à putaria,
fodendo o sapateiro c’um consolo!
E depois, quando Alícia era o recheio
de um sanduíche sórdido, eis que passa
correndo o coelho por ali no meio,
e Alícia, a lebre e o sapateiro traça,
e, sem perder mais tempo, a leva embora,
lhe relatando ordenações reais
de que ela deveria sem demora
decapitada ser, e nada mais!
Chorou a pobre Alícia atarantada,
tentou até fugir, mas foi em vão:
por valetes de paus foi trancafiada,
passando toda a noite na prisão!
Dia seguinte, a Imperatriz dos Paus,
a tal que havia Alícia condenado,
mandou que o seu arauto, Sir Bilaus,
cantasse a execução por todo o lado,
e assim Bilaus o fez, com maestria:
“Bom dia, cidadãos e cidadãs
do afamado País da Putaria,
propago agora informações malsãs,
mas também novidades jubilosas:
chegou à nossa terra uma estrangeira
que em dois dias já atuou nas criminosas
ações que nos levaram quase à beira
do caos, nos profanando as plantações
de pênis, pois após ter lá passado,
pisando sem cuidados no colhões,
deixou-a em brochatório e podre estado!
E ainda mais, que um sapateiro a acusa
de espancamento, estupro e assassinato:
segundo conta, esta ordinária intrusa
matou, em seu banquete, um pobre rato,
drogando-o, então, enquanto já abusava
de uma indefesa lebre, e repetindo
com ele o mesmo enquanto os espancava,
sadicamente a algoz se divertindo!
E então, quando os soldados da Rainha
chegaram pra prendê-la, com desdém
enganou-os a pérfida putinha,
fugindo com um coelho de refém!
Porém foi para si fechado o cerco,
e a cruel vilã, sem chances de escapar
foi presa, e agora afoga-se em esterco,
e, logo mais, irá se consumar
a sua execução, conforme ordena
a Imperatriz, que louca já se esgoela
na mesma repetida cantilena,
bradando ‘cortem a cabeça dela!’”
Assim cantou Bilaus, e logo após
foi toda gente presenciar na praça
Alícia a ser levada pelo algoz
pra ser executada em frente à massa!
E exposta se quedou a criminosa,
agrilhoada até o fatal momento,
em enquanto isso a população, raivosa,
lhe arremessava um fétido excremento!
E estando a pobre já quase afogada
por toda aquela hircosa borradela,
surgiu a Imperatriz, descontrolada,
berrando “cortem a cabeça dela!”
E então, a ordem real obedecendo,
o executor, já todo se entesando,
em punho um machadão ia descendo
pra desferir o golpe, quando, quando...
Desabou sobre o reino uma torrente
de merda mole, fétida e nauseante,
que em pouco fez-se volumosa enchente
diarréico-trágica, e o fertilizante
tudo ia carregando sem clemência:
rainha, povo, algoz e prisioneira
foram todos levados na escorrência
da purificadora caganeira!
E o reino, que assim todo foi purgado
por aquela tormenta nauseabunda,
foi numa funda fossa despejado,
sobejando, porém, na obreira bunda,
Alícia, escabujando-se num pêlo,
enroscada entre pútridos refugos,
envolta num mefítico novelo,
grudada nos excrementosos sugos!
No entanto, a bunda, sem sequer limpar-se,
iria condená-la ao esmagamento,
pois já se preparava pra sentar-se,
porém num átimo antes do momento...
Do pesadelo Alícia enfim desperta!
E olhando-se no espelho, se apavora,
ao ver-se, ainda, de cocô coberta,
portanto ao banho corre sem demora
e, já sob o chuveiro a pobre nota
correr-lhe um rio espesso e vermelhaço
pelas coxas, vazando da xoxota,
lhe revelando o fim de seu cabaço!
Confusa, sem saber como podia
um sonho refletir-se em realidade,
ponderou e conclui que, como havia
já tanto se fodido, na verdade
melhor seria mesmo se entregar
a toda sacanagem que viesse
e, assim, dali por diante, desfrutar
a putaria toda que pudesse!
Assim pensou e assim cumpriu à risca,
vivendo desde então na sacanagem,
tornando-se a mais afamada bisca,
Imperadora da Libertinagem!
E assim, gosoza vida aproveitou,
vivendo um sacanaz conto de fadas,
a amada soberana que reinou
entre fezes, sevícias e enrabadas!
Aqui termina a bufa e libertina
história da transformação sadia
que vivenciou a nossa anti-heroína
Alícia, no País da Putaria,
alcançando qual puta o seu sucesso,
após ter lá perdido o seu cabaço!
Sem mais, levanto agora e a todos peço
licença pra cagar, e aquele abraço!
Leo Pinto, 13/03/2006
Alícia era uma loira que pintava
de rubro o seu insípido cabelo:
porém purpúreo a química deixava
o encaracoladinho lá do grelo!
A “ruiva” era metida a metaleira,
só usava preto e couro, e de acessório
uma estilosa luva de roqueira
pra disfarçar seu eu chulo e simplório:
ela era, na verdade, patricinha
daquelas que não gostam de assumir-se;
rebites, tatuagens e luvinha
que o verdadeiro poser fazem rir-se!
E inda alardeava fama de bandida,
de bad girl lasciva e depravada,
porém que tinha malemá na lida
da siririca sido iniciada!
Mas eis que em certo dia excepcional,
em que mal se consegue acreditar,
aconteceu-lhe o evento sem igual,
que a sua vida havia de mudar!
Enquanto ela escutava Avril Lavigne,
trancada no seu quarto, às escondidas,
na cama, relaxada e de biquíni,
deixou-se adormecer pelas batidas,
e num sono profundo teve sonhos
que nunca dantes concebido havia,
devaneios grotescos e bisonhos
da mais autêntica pornografia!
Primeiro viu correr desabalado
um coelho com cara de urubu
pra dentro de um sombrio e pregueado
buraco, que era um monstruoso cu!
E sem porquês, correu atrás do coelho
e, sugada pra dentro do recinto,
caiu num lago que serviu de espelho
pra atrás de si lhe revelar um pinto
gigante, que a empurrou adentro e adiante:
quedou-se então Alícia abobalhada
a contemplar um campo verdejante
com a grama de porra melecada!
Aliás, também toda ela estava em porra
e, nua já, a afogar-se na meleca,
consegui-se livrar daquela borra,
agarrando-se à ponta do careca!
Caída, enfim, no solo melequento,
voou como égua atleta quando viu
de novo o coelho, tenso e suarento,
correndo para a Puta Que Pariu!
Alcançando-o, pegou-o pelo rabo
e capotou com ele um morro abaixo,
embolando-se os dois da encosta ao cabo,
chegando ele por cima e ela por baixo
e, mal se desembolam, ele a ajoelha,
xingando-a de putinha-de-uma-figa
e, mesmo ela não sendo uma coelha,
a abocanhar sua cenoura a obriga!
No entanto, em meio à ação, o coelho pára,
pra olhar abestalhado o seu relógio,
e sem não mais, sumindo ele dispara,
decorando um versejo ao necrológio
que planejava a si, se não chegasse
a tempo para o encontro da Rainha:
“aqui eu não jazeria, não parasse
para curtir aquela chupetinha!”
Seguiu sozinha Alícia, novamente,
até que com a noite deparou-se
e, tal qual lhe acontecera anteriormente,
por trás tomou do pinto-monstro um couce!
Acordou quando o sol já iluminava
toda uma plantação com cheiro de alho,
que, como ao seu olhar se revelava,
era uma imensa roça de caralho!
E do alto de um enorme escroto ria
da sua cara um grosso membralhão,
e enquanto o mastro lá se divertia,
correu, amedrontada, até mais não
güentar-se sobre as pernas, quando enfim
parou e, sobre os pintos debruçada,
tirou da terra um pífio amendoim
que contemplou curiosa e desconfiada:
levou-o à boca, e atarantada viu
que em sua língua o troço foi crescendo
e, quanto mais no coiso ela buliu,
o mesmo mais tornava-se estupendo!
E assim, tanto o chupou, que em pouco tempo
o “brinquedo” tornou-se um gigantesco
e divertido e culto passatempo
que a instruiu no cultivo priapesco!
Mas quando, já enfastiada do brinquedo,
Alícia resolveu seguir caminho,
largou-o e foi-se, e o tronco, em seu degredo,
voltou a ser apenas um raminho...
Adiante, pois, a esperta Alícia viu
um banquete servido numa mesa,
onde uma lebre e um rato descobriu,
e um sapateiro com a rola tesa!
O rato cochilava, e o sapateiro,
cheirando o material de seu trabalho,
contava à lebre, lépido e faceiro,
façanhas de seu rígido vergalho!
Convida-a pra seu desaniversário,
ao ver Alícia o alegre cheirador,
enquanto em seu botão hemorroidário
introduz o inconsciente roedor:
“Chega mais, que hoje é festa na floresta!
Se ajoelha aqui, e assopra a minha tuba!
Concentra, que se não levou na testa!
Vou te mostrar o que é que é uma suruba!”
E então, o desaniversariante,
tendo isso dito, deu-lhe um ponta-pé
no estômago, fazendo-a cambaleante,
para engatá-la em si na marcha ré!
E enquanto tudo a aquilo acontecia,
sozinha devorou a lebre o bolo,
indo se unir depois à putaria,
fodendo o sapateiro c’um consolo!
E depois, quando Alícia era o recheio
de um sanduíche sórdido, eis que passa
correndo o coelho por ali no meio,
e Alícia, a lebre e o sapateiro traça,
e, sem perder mais tempo, a leva embora,
lhe relatando ordenações reais
de que ela deveria sem demora
decapitada ser, e nada mais!
Chorou a pobre Alícia atarantada,
tentou até fugir, mas foi em vão:
por valetes de paus foi trancafiada,
passando toda a noite na prisão!
Dia seguinte, a Imperatriz dos Paus,
a tal que havia Alícia condenado,
mandou que o seu arauto, Sir Bilaus,
cantasse a execução por todo o lado,
e assim Bilaus o fez, com maestria:
“Bom dia, cidadãos e cidadãs
do afamado País da Putaria,
propago agora informações malsãs,
mas também novidades jubilosas:
chegou à nossa terra uma estrangeira
que em dois dias já atuou nas criminosas
ações que nos levaram quase à beira
do caos, nos profanando as plantações
de pênis, pois após ter lá passado,
pisando sem cuidados no colhões,
deixou-a em brochatório e podre estado!
E ainda mais, que um sapateiro a acusa
de espancamento, estupro e assassinato:
segundo conta, esta ordinária intrusa
matou, em seu banquete, um pobre rato,
drogando-o, então, enquanto já abusava
de uma indefesa lebre, e repetindo
com ele o mesmo enquanto os espancava,
sadicamente a algoz se divertindo!
E então, quando os soldados da Rainha
chegaram pra prendê-la, com desdém
enganou-os a pérfida putinha,
fugindo com um coelho de refém!
Porém foi para si fechado o cerco,
e a cruel vilã, sem chances de escapar
foi presa, e agora afoga-se em esterco,
e, logo mais, irá se consumar
a sua execução, conforme ordena
a Imperatriz, que louca já se esgoela
na mesma repetida cantilena,
bradando ‘cortem a cabeça dela!’”
Assim cantou Bilaus, e logo após
foi toda gente presenciar na praça
Alícia a ser levada pelo algoz
pra ser executada em frente à massa!
E exposta se quedou a criminosa,
agrilhoada até o fatal momento,
em enquanto isso a população, raivosa,
lhe arremessava um fétido excremento!
E estando a pobre já quase afogada
por toda aquela hircosa borradela,
surgiu a Imperatriz, descontrolada,
berrando “cortem a cabeça dela!”
E então, a ordem real obedecendo,
o executor, já todo se entesando,
em punho um machadão ia descendo
pra desferir o golpe, quando, quando...
Desabou sobre o reino uma torrente
de merda mole, fétida e nauseante,
que em pouco fez-se volumosa enchente
diarréico-trágica, e o fertilizante
tudo ia carregando sem clemência:
rainha, povo, algoz e prisioneira
foram todos levados na escorrência
da purificadora caganeira!
E o reino, que assim todo foi purgado
por aquela tormenta nauseabunda,
foi numa funda fossa despejado,
sobejando, porém, na obreira bunda,
Alícia, escabujando-se num pêlo,
enroscada entre pútridos refugos,
envolta num mefítico novelo,
grudada nos excrementosos sugos!
No entanto, a bunda, sem sequer limpar-se,
iria condená-la ao esmagamento,
pois já se preparava pra sentar-se,
porém num átimo antes do momento...
Do pesadelo Alícia enfim desperta!
E olhando-se no espelho, se apavora,
ao ver-se, ainda, de cocô coberta,
portanto ao banho corre sem demora
e, já sob o chuveiro a pobre nota
correr-lhe um rio espesso e vermelhaço
pelas coxas, vazando da xoxota,
lhe revelando o fim de seu cabaço!
Confusa, sem saber como podia
um sonho refletir-se em realidade,
ponderou e conclui que, como havia
já tanto se fodido, na verdade
melhor seria mesmo se entregar
a toda sacanagem que viesse
e, assim, dali por diante, desfrutar
a putaria toda que pudesse!
Assim pensou e assim cumpriu à risca,
vivendo desde então na sacanagem,
tornando-se a mais afamada bisca,
Imperadora da Libertinagem!
E assim, gosoza vida aproveitou,
vivendo um sacanaz conto de fadas,
a amada soberana que reinou
entre fezes, sevícias e enrabadas!
Aqui termina a bufa e libertina
história da transformação sadia
que vivenciou a nossa anti-heroína
Alícia, no País da Putaria,
alcançando qual puta o seu sucesso,
após ter lá perdido o seu cabaço!
Sem mais, levanto agora e a todos peço
licença pra cagar, e aquele abraço!
Leo Pinto, 13/03/2006
Monday, March 20, 2006
Capítulo Final!!!
9
Da uma xoxota os inda conservados
cheirinhos conseguiram destroçar
orgulhos, e afinal reajuntar
Fernando e Aurélia, enfim reconciliados!
E após os seus amores resgatados,
os dois, enfim num verdadeiro lar,
foderam sem não mais e sem parar,
vorazes, licenciosos e tarados!
E mais feliz final não haveria
pra tal casal que, unindo todos cacos
do amor que tanto os abençoara dantes,
viveram na mais plena putaria,
se realizando em todos seus buracos,
felizes para sempre os dois amantes!
Fim
Leo Pinto, 06/03/2006
Da uma xoxota os inda conservados
cheirinhos conseguiram destroçar
orgulhos, e afinal reajuntar
Fernando e Aurélia, enfim reconciliados!
E após os seus amores resgatados,
os dois, enfim num verdadeiro lar,
foderam sem não mais e sem parar,
vorazes, licenciosos e tarados!
E mais feliz final não haveria
pra tal casal que, unindo todos cacos
do amor que tanto os abençoara dantes,
viveram na mais plena putaria,
se realizando em todos seus buracos,
felizes para sempre os dois amantes!
Fim
Leo Pinto, 06/03/2006
Friday, March 17, 2006
Penúltimo Capítulo...
8
Aurélia, sem recursos ter em vista
pra segurar o escravo que, em verdade,
era o amor que almejava à eternidade,
obrigada se vê a baixar a crista!
Mas ela, que era criativa artista,
pra obter a utópica felicidade,
mastiga o orgulho e engole a vaidade,
e opera uma manobra chantagista:
enrola na calcinha com a qual
se liberara outrora ao noivo néscio
a carta de alforria, e inda da cona
sobrava nela um cheiro que ao bagual
torna confuso e extático, e amolece-o,
e aos pés de Aurélia o Seixas desmorona!
Aurélia, sem recursos ter em vista
pra segurar o escravo que, em verdade,
era o amor que almejava à eternidade,
obrigada se vê a baixar a crista!
Mas ela, que era criativa artista,
pra obter a utópica felicidade,
mastiga o orgulho e engole a vaidade,
e opera uma manobra chantagista:
enrola na calcinha com a qual
se liberara outrora ao noivo néscio
a carta de alforria, e inda da cona
sobrava nela um cheiro que ao bagual
torna confuso e extático, e amolece-o,
e aos pés de Aurélia o Seixas desmorona!
Thursday, March 16, 2006
Capítulo Sétimo
7
Fodido ao pé da letra mais jocosa
passou por longo tempo em mãos de Aurélia
Fernando, que tornou-se a sua Amélia:
submissa, rebaixada e melindrosa!
Mas enquanto aturava a contumélia,
juntou o escravo, aos poucos, volumosa
pataca para conseguir honrosa
saída de tão sórdida dicélia!
E assim, com o resgate em mãos, Fernando
na alcova da megera irrompe, e quando
Aurélia se levanta pra enxotá-lo,
com toda força o biltre a esbofeteia
e, c’o ímpeto do mais brutal cavalo,
de quatro a faz a sua lauta ceia!
Fodido ao pé da letra mais jocosa
passou por longo tempo em mãos de Aurélia
Fernando, que tornou-se a sua Amélia:
submissa, rebaixada e melindrosa!
Mas enquanto aturava a contumélia,
juntou o escravo, aos poucos, volumosa
pataca para conseguir honrosa
saída de tão sórdida dicélia!
E assim, com o resgate em mãos, Fernando
na alcova da megera irrompe, e quando
Aurélia se levanta pra enxotá-lo,
com toda força o biltre a esbofeteia
e, c’o ímpeto do mais brutal cavalo,
de quatro a faz a sua lauta ceia!
Wednesday, March 15, 2006
Capítulo Sexto
6
Güentou Fernando altivo a desafronta:
lambeu de Aurélia o pé e mais o solado,
em sádicas sessões foi torturado,
e o que no cu levou, jamais se conta!
O que era quase um sonho faz-de-conta
tornou-se pesadelo e, amargurado,
provou do amor e do ódio lado a lado
o Seixas, sem poder pagar a conta
do rombo já operado no seu dote
e nem remir o desapontamento
de Aurélia por seu sórdido calote,
provando o amargo e irônico rebento
de uma semeadura gananciosa,
fodido ao pé da letra mais jocosa!
Güentou Fernando altivo a desafronta:
lambeu de Aurélia o pé e mais o solado,
em sádicas sessões foi torturado,
e o que no cu levou, jamais se conta!
O que era quase um sonho faz-de-conta
tornou-se pesadelo e, amargurado,
provou do amor e do ódio lado a lado
o Seixas, sem poder pagar a conta
do rombo já operado no seu dote
e nem remir o desapontamento
de Aurélia por seu sórdido calote,
provando o amargo e irônico rebento
de uma semeadura gananciosa,
fodido ao pé da letra mais jocosa!
Monday, March 13, 2006
Capítulo Quinto
5
Fernando, às núpcias, sôfrego e galante,
tentou de Aurélia desfrutar a cona,
porém a noiva o enxota e, zombeirona,
revela ao maganão naquele instante
os tratos esponsais dali por diante:
seria a sua proprietária e dona!
Saiu-se, assim, por cima a espertalhona,
vingando-se, soberba e triunfante:
tornou-se o maridinho um mero escravo,
devendo só escutar e obedecer,
sem ter sequer direito a ficar bravo
e, pra amargar de vez o seu agravo,
o fez ao pior castigo se render:
viver co’a amada sem poder foder!
Fernando, às núpcias, sôfrego e galante,
tentou de Aurélia desfrutar a cona,
porém a noiva o enxota e, zombeirona,
revela ao maganão naquele instante
os tratos esponsais dali por diante:
seria a sua proprietária e dona!
Saiu-se, assim, por cima a espertalhona,
vingando-se, soberba e triunfante:
tornou-se o maridinho um mero escravo,
devendo só escutar e obedecer,
sem ter sequer direito a ficar bravo
e, pra amargar de vez o seu agravo,
o fez ao pior castigo se render:
viver co’a amada sem poder foder!
Saturday, March 11, 2006
Capítulo Quarto
4
Estando o Seixas lá comprometido
com Adelaide, a esdrúxula noivinha,
nem se tocou da novidadezinha
que com Aurélia tinha acontecido:
uma herança ela havia recebido
de um parente distante, e agora tinha
fortuna como só na carochinha!
E a despeitada, sem tempo perdido,
ao biltre fez monumental oferta,
que então de cara o ganancioso acata,
mandando às favas a Adelaide pata,
e assim caindo nos ardis da esperta
ex, descartada após comida outrora,
e que seria então sua Senhora!
Estando o Seixas lá comprometido
com Adelaide, a esdrúxula noivinha,
nem se tocou da novidadezinha
que com Aurélia tinha acontecido:
uma herança ela havia recebido
de um parente distante, e agora tinha
fortuna como só na carochinha!
E a despeitada, sem tempo perdido,
ao biltre fez monumental oferta,
que então de cara o ganancioso acata,
mandando às favas a Adelaide pata,
e assim caindo nos ardis da esperta
ex, descartada após comida outrora,
e que seria então sua Senhora!
Friday, March 10, 2006
Capítulo Terceiro
3
Fernando, sacanaz, matreiro e esperto,
queria em vez de amor um belo dote,
e deu na amada Aurélia atroz calote,
já tendo um novo lance descoberto:
de um bom tutu seria então coberto
conforme um novo e tentador pacote
de núpcias com a frívola cocote
Adelaide, de encéfalo um deserto!
E o malandrão, sem nem titubear,
aceitou a proposta da ricaça,
(não obstante ela ser como uma porta!)
seguindo o raciocínio secular
de que pra rico a vida é sempre graça,
e estando-se enricado, a Inês é morta!
Fernando, sacanaz, matreiro e esperto,
queria em vez de amor um belo dote,
e deu na amada Aurélia atroz calote,
já tendo um novo lance descoberto:
de um bom tutu seria então coberto
conforme um novo e tentador pacote
de núpcias com a frívola cocote
Adelaide, de encéfalo um deserto!
E o malandrão, sem nem titubear,
aceitou a proposta da ricaça,
(não obstante ela ser como uma porta!)
seguindo o raciocínio secular
de que pra rico a vida é sempre graça,
e estando-se enricado, a Inês é morta!
Thursday, March 09, 2006
Segundo Capítulo...
2
Fernando, que queria por demais
a amada Aurélia inteiramente sua,
pra si na cama, arreganhada e nua,
consentiu no casório sem não mais:
porém não suporia ela jamais
que o moço era sacana, e numa lua
minguante, lhe serviu a ardente e crua
porção antes das firmas esponsais!
E então, Fernando, que era interesseiro,
e pra quem mais valia em vez da xana
amada era uma gorda e grossa grana,
meteu-lhe um belo chute no traseiro,
e assim quedou-se Aurélia, triste e pobre,
sem compaixão, amor, cabaço ou cobre!
Fernando, que queria por demais
a amada Aurélia inteiramente sua,
pra si na cama, arreganhada e nua,
consentiu no casório sem não mais:
porém não suporia ela jamais
que o moço era sacana, e numa lua
minguante, lhe serviu a ardente e crua
porção antes das firmas esponsais!
E então, Fernando, que era interesseiro,
e pra quem mais valia em vez da xana
amada era uma gorda e grossa grana,
meteu-lhe um belo chute no traseiro,
e assim quedou-se Aurélia, triste e pobre,
sem compaixão, amor, cabaço ou cobre!
Wednesday, March 08, 2006
Interrompemos nossa programação...
Ave, caros leitores e, especialmente hoje, leitoras! Interrompemos hoje a transmição de nossa ainda engatinhante novelinha para essa publicação extraordinária, em deferência ao DIA INTERNACIAONAL DA MULHER, de um soneto em homenagem à pornopoetisa, mais rara porém não menos cara, com a "bufólica" Hilda Hilst e a gatíssima Paula Taitelbaum! Valeu!
À Pornopoetisa
Pra não dizer que injusto eu sou, agora
as loas canto à pornopoetisa,
já que ao pornopoeta fiz outrora
a homenagem que tanto o canoniza!
É claro que é mais rara essa senhora
entre os versejadores de tal guisa,
mas sempre se descobre, mundo afora,
a artista que este território pisa!
Bendita seja, pois, na inspiração
que a leva ao mundo da pornografia:
desagrilhoada do sensaborão
erotismo, tão caro à fantasia
da fêmea, ela se entrega toda à crica
e versos faz qual toca siririca!
Leo Pinto, 08/03/2006
À Pornopoetisa
Pra não dizer que injusto eu sou, agora
as loas canto à pornopoetisa,
já que ao pornopoeta fiz outrora
a homenagem que tanto o canoniza!
É claro que é mais rara essa senhora
entre os versejadores de tal guisa,
mas sempre se descobre, mundo afora,
a artista que este território pisa!
Bendita seja, pois, na inspiração
que a leva ao mundo da pornografia:
desagrilhoada do sensaborão
erotismo, tão caro à fantasia
da fêmea, ela se entrega toda à crica
e versos faz qual toca siririca!
Leo Pinto, 08/03/2006
Tuesday, March 07, 2006
NOVA NOVELA!!!!!!!!!!
Ave, leitores, pra desbancar qualquer Belíssima, Floribela, Prova de Amor e afins, pra tirar Ibope de Globo, SBT, Record e Band, inicia-se aqui uma nova fase de publicações, com novelas poéticas! Pra começar, trago “ao ar” Fernando & Aurélia, homenagem satírica a tão profícuo ícone de nossa literatura romântica, José de Alencar! Abraços e boas leituras!
Fernando & Aurélia
1
Fernando Seixas, jovem maganão
da oitocentista corte carioca,
percebeu, certa feita, na piroca,
uma nova e extasiante sensação:
estava apaixonado o garanhão
por Aurélia Camargo, em cuja toca
de Vênus tencionava alegre troca
de amores e carícias e tesão!
E Aurélia, também sendo dele afim,
sentindo já na crica um caloraço,
consentiu em ceder-lhe seu cabaço,
porém lhe impondo de antemão seu fim:
pra tê-la sua, entregue e arrebatada,
teria que fazê-la desposada!
Fernando & Aurélia
1
Fernando Seixas, jovem maganão
da oitocentista corte carioca,
percebeu, certa feita, na piroca,
uma nova e extasiante sensação:
estava apaixonado o garanhão
por Aurélia Camargo, em cuja toca
de Vênus tencionava alegre troca
de amores e carícias e tesão!
E Aurélia, também sendo dele afim,
sentindo já na crica um caloraço,
consentiu em ceder-lhe seu cabaço,
porém lhe impondo de antemão seu fim:
pra tê-la sua, entregue e arrebatada,
teria que fazê-la desposada!
Sunday, March 05, 2006
Tristonha história de um tarado anal...
A Mazela de Jacu
Sete anos na buceta se esfolava
Jacu, com sua trêfega Marcela,
fiado no que prometera ela,
que um dia o seu loló lhe liberava.
Porém, como a enrabada demorava,
o cabra, um dia, exausto da esparrela,
tanto insistiu, que a moça, sem dar trela,
um fora deu-lhe, rabugenta e brava!
Chorou então por meses o Jacu,
amaldiçoando tão tenaz cu-doce,
porém lembrando enfim que para um cu
é sempre válida toda a insistência:
“eu mesmo mais tentava se não fosse
pra tal tesão, tão curta a existência!”
Leo Pinto, 03/03/2006
Sete anos na buceta se esfolava
Jacu, com sua trêfega Marcela,
fiado no que prometera ela,
que um dia o seu loló lhe liberava.
Porém, como a enrabada demorava,
o cabra, um dia, exausto da esparrela,
tanto insistiu, que a moça, sem dar trela,
um fora deu-lhe, rabugenta e brava!
Chorou então por meses o Jacu,
amaldiçoando tão tenaz cu-doce,
porém lembrando enfim que para um cu
é sempre válida toda a insistência:
“eu mesmo mais tentava se não fosse
pra tal tesão, tão curta a existência!”
Leo Pinto, 03/03/2006
Friday, March 03, 2006
Ensino Virtual
Lições do Caralho
Lição primeira:
O caralho é faminto
na mão punheteira.
Lição profana:
O caralho sai triste
se for só na xana.
Lição sagrada:
O caralho sai limpo
se a bunda é poupada.
Lição de vida:
O caralho sai sujo
se a bunda é comida.
Lição tabu:
O caralho estranha
se não for no cu.
Lição geral:
O caralho se completa
numa foda oral.
Lição cremosa:
É chagada a hora
em que o caralho goza!
Leo Pinto, 10/03/2005
Lição primeira:
O caralho é faminto
na mão punheteira.
Lição profana:
O caralho sai triste
se for só na xana.
Lição sagrada:
O caralho sai limpo
se a bunda é poupada.
Lição de vida:
O caralho sai sujo
se a bunda é comida.
Lição tabu:
O caralho estranha
se não for no cu.
Lição geral:
O caralho se completa
numa foda oral.
Lição cremosa:
É chagada a hora
em que o caralho goza!
Leo Pinto, 10/03/2005