Wednesday, January 24, 2007
Parte 3: a pica do Chatoru...
A MINHA PICA MORREU
Sofrendo do mal de amor,
passei toda a adolescência:
punheteiro sem clemência,
quisera eu ser comedor,
macho mesmo!, "matador"...
Mas quis o destino que eu
fosse mais um Prometeu,
pois já na primeira foda,
veio o casório, que poda:
a minha pica morreu!
Nhandeara (SP), 15 de janeiro de 2007
Marcos Satoru Kawanami
Sofrendo do mal de amor,
passei toda a adolescência:
punheteiro sem clemência,
quisera eu ser comedor,
macho mesmo!, "matador"...
Mas quis o destino que eu
fosse mais um Prometeu,
pois já na primeira foda,
veio o casório, que poda:
a minha pica morreu!
Nhandeara (SP), 15 de janeiro de 2007
Marcos Satoru Kawanami
Monday, January 22, 2007
Série "Pica Morta" 2...
A MINHA PICA MORREU!
Fiquei cego, mas a tora
não broxou: desde que um macho
me pise na cara, eu acho
motivo pra pôr pra fora
porra e verso sem demora!
Minha luz já virou breu,
mas enquanto eu tiver meu
rosto sob uns pés brutais,
a verdade é que jamais
a minha pica morreu!
Glauco Mattoso, 2007
Fiquei cego, mas a tora
não broxou: desde que um macho
me pise na cara, eu acho
motivo pra pôr pra fora
porra e verso sem demora!
Minha luz já virou breu,
mas enquanto eu tiver meu
rosto sob uns pés brutais,
a verdade é que jamais
a minha pica morreu!
Glauco Mattoso, 2007
Friday, January 19, 2007
SÉRIE "A MINHA PICA MORREU"
A MINHA PICA MORREU, mote glosado pelo repentista baiano Francisco Moniz Barreto (1804 - 1868) e publicado em seu Álbum da Rapaziada, raridade hoje inencontrável, e que pretendo trazer a público em breve. Hoje trago as glosas de Moniz Barreto (insuperáveis!), e, nas próximas publicações, minhas e de outros autores. Abraço!
LAMENTAÇÕES DE UM IMPOTENTE
A MINHA PICA MORREU!
Ai de mim, que já tão cedo
No mar de Vênus dei fundo,
E de ver aberto um sundo
Já me esquivo, e tenho medo!
Porque terrível segredo
Este membro emurcheceu?!
E pra que mais vivo eu?
De que me servem haveres?
Tiveram fim meus prazeres!
A minha pica morreu!
E como viver sem pica
Pode neste mundo alguém?
Que outra dita, que outro bem
Consola a quem não fornica?
Foi-se a chupeta da crica,
Que era o maior gosto meu!
O meu sol se escureceu!
Fêmeas da rua de Baixo,
Tendes de menos um macho;
A minha pica morreu!
Inútil artilharia,
Que já não atira à greta,
Dos colhões sobre a carreta
Jaz esta porra hoje em dia!
Não, não foi de apoplexia
Que a infeliz pereceu;
Não foi tifo que lhe deu,
Nem moléstia de outro nome...
Coitada! De frio e de fome
A minha pica morreu!
Se me afoito, e me dirijo
A alguma carnal empresa...
Que desgraça! Que moleza
No traste, que era tão rijo!
Nem mesmo o tesão de mijo
(Infeliz) já tenho eu!
Depois que muito fodeu
Brancas, mulatas, crioulas,
No fundilho das ceroulas,
A minha pica morreu!
Natureza!os teus arcanos
Quem pode compreender?
A uns, infindo poder;
A outros, baques tiranos!
Muito além dos novent’anos
Fodera o grego Dirceu*;
No undécimo lustro meu,
D’onça tornando-se vaca,
Como de morte macaca
A minha pica morreu!
De cantáridas fricções,
Beberagens excelentes,
Que dizem ser evidentes
Para restaurar tesões,
Abacates, camarões,
Tudo tenho usado eu;
Mas a nada obedeceu
A fatal paralisia!
Como hei de morrer um dia,
A minha pica morreu!
Adeus, ó mão dos Amores!
Adeus, donzelas e donas!
Adeus, moças e matronas,
Minhas delicias e dores!
Adeus, de todas as cores
Mulheres do culto meu!
A quem por vós se perdeu,
Putas, cantai tristes hinos!
Sacanas, dobrai os sinos!
A minha pica morreu!
Francisco Moniz Barreto, 1864
LAMENTAÇÕES DE UM IMPOTENTE
A MINHA PICA MORREU!
Ai de mim, que já tão cedo
No mar de Vênus dei fundo,
E de ver aberto um sundo
Já me esquivo, e tenho medo!
Porque terrível segredo
Este membro emurcheceu?!
E pra que mais vivo eu?
De que me servem haveres?
Tiveram fim meus prazeres!
A minha pica morreu!
E como viver sem pica
Pode neste mundo alguém?
Que outra dita, que outro bem
Consola a quem não fornica?
Foi-se a chupeta da crica,
Que era o maior gosto meu!
O meu sol se escureceu!
Fêmeas da rua de Baixo,
Tendes de menos um macho;
A minha pica morreu!
Inútil artilharia,
Que já não atira à greta,
Dos colhões sobre a carreta
Jaz esta porra hoje em dia!
Não, não foi de apoplexia
Que a infeliz pereceu;
Não foi tifo que lhe deu,
Nem moléstia de outro nome...
Coitada! De frio e de fome
A minha pica morreu!
Se me afoito, e me dirijo
A alguma carnal empresa...
Que desgraça! Que moleza
No traste, que era tão rijo!
Nem mesmo o tesão de mijo
(Infeliz) já tenho eu!
Depois que muito fodeu
Brancas, mulatas, crioulas,
No fundilho das ceroulas,
A minha pica morreu!
Natureza!os teus arcanos
Quem pode compreender?
A uns, infindo poder;
A outros, baques tiranos!
Muito além dos novent’anos
Fodera o grego Dirceu*;
No undécimo lustro meu,
D’onça tornando-se vaca,
Como de morte macaca
A minha pica morreu!
De cantáridas fricções,
Beberagens excelentes,
Que dizem ser evidentes
Para restaurar tesões,
Abacates, camarões,
Tudo tenho usado eu;
Mas a nada obedeceu
A fatal paralisia!
Como hei de morrer um dia,
A minha pica morreu!
Adeus, ó mão dos Amores!
Adeus, donzelas e donas!
Adeus, moças e matronas,
Minhas delicias e dores!
Adeus, de todas as cores
Mulheres do culto meu!
A quem por vós se perdeu,
Putas, cantai tristes hinos!
Sacanas, dobrai os sinos!
A minha pica morreu!
Francisco Moniz Barreto, 1864
Tuesday, January 16, 2007
Eu tinha até esquecido...
...mas o Pinto Libertino faz um ano agora em janeiro! Parabéns pra nós, e obrigado por todos os que aqui vêm se regalar! Abração!
Selinho
Teu ânus curto até quando cagado,
enfio dedo e pinto o quanto quero,
e a te foder no rabo, mais me esmero
quanto mais me é servido o bem amado...
Cheiro teus peidos, lambo o teu costado
por fora e dentro, e, no fedor mais fero,
pra provar tua bosta não espero,
e engulo as tuas fezes regalado...
Porém, mais que em tudo isto, eu vejo graça
quando você se põe, desprevenida,
em posição propícia e, então, sem dó,
de quatro e aberta a ver-te, uma trapaça
te apronto e, numa rápida investida,
eu te roubo um selinho no lóló!
Leo Pinto, 16/01/2007
Selinho
Teu ânus curto até quando cagado,
enfio dedo e pinto o quanto quero,
e a te foder no rabo, mais me esmero
quanto mais me é servido o bem amado...
Cheiro teus peidos, lambo o teu costado
por fora e dentro, e, no fedor mais fero,
pra provar tua bosta não espero,
e engulo as tuas fezes regalado...
Porém, mais que em tudo isto, eu vejo graça
quando você se põe, desprevenida,
em posição propícia e, então, sem dó,
de quatro e aberta a ver-te, uma trapaça
te apronto e, numa rápida investida,
eu te roubo um selinho no lóló!
Leo Pinto, 16/01/2007
Monday, January 15, 2007
Tá na hora de reabrir...
Dar...
Dar... e no que se dá, logo abrasado,
sentir às tripas uma dor pungente,
e de leve um prazer, que, de repente,
se volve num urrar alucinado...
Aquilo que se adentra, aperreado
faz-se sentir, primeiro levemente;
depois, aumenta o apuro e, incontinente,
esparrama-se bem desarranjado.
Das putarias em que se convive,
sodomia é a em que mais sujeira ocorre;
portanto, quer se ative ou se apassive,
é sempre bom lembrar que a merda escorre:
mas desta merda o sodomita vive
e nesta merda o sodomita morre!
Leo Pinto, 12/01/2007
Dar... e no que se dá, logo abrasado,
sentir às tripas uma dor pungente,
e de leve um prazer, que, de repente,
se volve num urrar alucinado...
Aquilo que se adentra, aperreado
faz-se sentir, primeiro levemente;
depois, aumenta o apuro e, incontinente,
esparrama-se bem desarranjado.
Das putarias em que se convive,
sodomia é a em que mais sujeira ocorre;
portanto, quer se ative ou se apassive,
é sempre bom lembrar que a merda escorre:
mas desta merda o sodomita vive
e nesta merda o sodomita morre!
Leo Pinto, 12/01/2007