Friday, April 13, 2007

 
FRATERNO

Irmãos de bosta nos tornamos eu
e o cego paulistano, após meu barro
formar em suas tripas um chibarro
dejeto, estando o meu junto do seu.

Destarte, mais ainda se fodeu
meu mano, pois, agora, bem mais charro
serei com ele: desde o meu catarro
ao vômito acompanharão seu breu.

Eu hei de ser-lhe, em vez do irmão pirralho
que sempre apanha, um sádico carrasco:
usarei o seu bucho de assoalho,

calçarei suas bolas com meu casco,
e, enfim, numa demanda fraternal,
latrinário farei o seu bucal.

Leo Pinto, 08/03/2007

Comments:
é... qq coisa nojento... intimamente execrável
 
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