Thursday, April 19, 2007
CANINO
Depois de te fazer de cavalinho,
vou te por no pescoço uma coleira,
e na cara terá uma focinheira,
sendo, a partir de então, meu cachorrinho.
É cego, mas fará pelo caminho
o inverso, e vai guiar-me pela feira,
fuçando toda a xepa, caso queira
escapar de um tabefe no focinho.
Vai comer e beber numa tigela
de sobras que derribem-se da mesa,
vai limpar sua própria borradela
co’a língua, e ganhar osso à sobremesa.
E, pra não esquecer quem é que manda,
pontapés vai tomar da bunda à banda!
Leo Pinto, 10/03/2007
Depois de te fazer de cavalinho,
vou te por no pescoço uma coleira,
e na cara terá uma focinheira,
sendo, a partir de então, meu cachorrinho.
É cego, mas fará pelo caminho
o inverso, e vai guiar-me pela feira,
fuçando toda a xepa, caso queira
escapar de um tabefe no focinho.
Vai comer e beber numa tigela
de sobras que derribem-se da mesa,
vai limpar sua própria borradela
co’a língua, e ganhar osso à sobremesa.
E, pra não esquecer quem é que manda,
pontapés vai tomar da bunda à banda!
Leo Pinto, 10/03/2007
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Leo!! adoro o teu senso de humor e a qualidade dos versos!!
Queria convidá-lo para um projeto...se interessar-te, envie um email...podemos conversar.
beahbajo@hotmail.com
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