Monday, October 30, 2006

 

Amar em pensamento uma donzela...

Platônico

Amar em pensamento uma donzela,
fodê-la com a mão na pica dura,
senti-la nos embates da ventura
da bronha toda consagrada a ela...

A rola, altiva e em plena sentinela,
dedica à amada e à sua gostosura
todo o tesão do amor que sempre jura
o peito, e a mão se esforça em dita péla...

Pra tanto, basta só fechar os olhos,
e imaginar seu cu, róseo e rotundo,
seus dois fartos melões, bongôs pimpolhos,

e o rubro altar do grão-prazer fecundo,
e saborear as sensações dos molhos
fantasiados com prazer profundo.

Leo Pinto, 2005

Thursday, October 26, 2006

 

Um soneto bem romântico...

A Virgem Morta

Repousa a morta gélida e prostrada,
branca e serena, pálida e tão pura,
que é perfeição, encanto e formosura
a tesuda beldade ali velada.

A pele, alvura intensa e delicada,
assaz contrasta com a noite escura,
que traz o medo, a incerteza e a loucura,
além da morte, e sua mão gelada.

Aproximo-me, beijo os lábios seus
e então contemplo o seu cadáver nu,
rezo em silêncio e peço para Deus

que me devolva ao mundo a jururu,
e a bela salta ali nos braços meus
tão logo enfio-lhe o dedão no cu!

Leo Pinto, 2004

Tuesday, October 24, 2006

 

Obsessão, obsessão...

EU ADORO É COMER BUNDAS
COMER CUS É MINHA VIDA
MAS NADA COMO FODER
O CU DE MINHA QUERIDA


Neste canto latrinário,
desde a punheta ao foder
eu louvo todo o prazer:
viva o vício solitário
e o flagelo autoritário,
as xoxotas rubicundas,
as chupadas mais imundas,
e o cu, raspado ou peludo,
pois na foda, antes de tudo,
eu adoro é comer bundas!

Tem gente que ignora e estranha
esta minha preferência
pelo cu, esta insistência,
esta obsessão e sanha,
pois dizem ser a xiranha
dos prazeres a jazida,
porém eu quero a saída,
quero entrar pelos esgotos,
pois em meus modos escrotos,
“comer cus é minha vida!”

Entregue a paixão danada,
no amor vivo uma querela:
não libera, a minha bela,
o fiote para a enrabada!
No cu, somente à linguada,
me permite proceder,
e até se põe a gemer,
e eu gosto, porém lamento:
sei que é bom lamber o assento,
mas nada como foder!

Depois de tanta insistência,
minha amada, por amor,
concedeu-me o cagador,
e a sua condescendência
lhe proveu a experiência
mais rica de sua vida,
porque agora é bem comida
pela dianteira e por trás,
e assim, mais feliz me faz
o cu de minha querida!

Leo Pinto, 19/10/2006

Thursday, October 19, 2006

 

alvado, anilha, apito, ás-de-copas, berba, boga, bogueiro, cagueiro, centro-das-convicções, centro-do-oiti, cesta, cu, diferencial, feofó, finfa...

O Cu de Minha Amada

O cu de minha amada é belo e fresco,
com ares da manhã mais branda e amena,
rodela de tom róseo e, bem pequena,
me faz sentir na língua um bom refresco.

Porém, quando cagado, animalesco
me parece, e a rodela, assim morena,
borrada em toda a bunda, é uma falena
marrom-bombom de aspecto mais grotesco.

A mim, contudo, limpo ou melecado,
o cu de minha amada é todo meu,
pois louvo, beijo e lambo o finfa amado,

que sempre a minha porra então bebeu.
Ao cu de minha amada me ajoelho:
que acolha o meu caralho até o pentelho!

Leo Pinto, 06/05/2004

Tuesday, October 17, 2006

 

Uma putaria antiga...

Esse é de 2003, que foi quando comecei a fazer poesia sacana. Aliás, foi o terceiro dessa linhagem que escrevi, ainda em versos livres...

Antro Querido

O falo enrijecido
que de tuas entranhas
sai entorpecido
e melado,
de tantas piranhas
nas bocas tem entrado,
e tais traquinagens
em prostíbulos tem feito,
mas jamais há de esquecer
os magníficos efeitos
das deliciosas viagens
que esteve então a fazer,
a toda hora, noite e dia,
ó, bela Cecília,
sublime encarnação de Vênus,
no fétido antro de teu ânus!

Leo Pinto, 2003

Thursday, October 12, 2006

 

Outra G(u)losa de Ana Paula...

ANA PAULA RABO QUENTE
É UMA METEDEIRA AUDAZ
LEVA TUDO PELA FRENTE

E TUDO LEVA POR TRÁS

Ana Paula é uma sujeita
muito alegre e libertina,
pois vejam só que a menina
jamais um caralho enjeita:
pra foder sempre perfeita
ela está, mas fica doente
se no cu lhe fica ausente
um caralho enrijecido,
tanto que é seu apelido
Ana Paula Rabo Quente!

Ana Paula quando leva
na buceta, muito goza,
mas melhor ela se entrosa
quando alguém seu rabo ceva
com força bruta e longeva,
pois toba adentro a fodaz
já enfiou até um ananás,
e assim sendo, já não resta
quaisquer dúvidas de que esta
é uma metedeira audaz!

Esta sórdida Ana Paula,
que adora tomar no cu
e desconhece tabu,
em seu rabo paus enjaula,
mas se tem a sorte maula
de não ter prega presente,
cirurgia faz urgente
pra costurar a cratera,
e enquanto se recupera,
leva tudo pela frente!

Ana Paula é tão fixada
em foder seu rabicó,
que o deu sem clemência ou dó
para uma feroz manada
de elefantes, a tarada,
mas agora a sacanaz
não tem mais conserto atrás,
no entanto ela nem dá bola:
as pregas soltas rebola
e tudo leva por trás!

Leo Pinto, 20/04/2006

Wednesday, October 11, 2006

 

Uma soterrada glosa...

EU ATÉ CURTO UM FIO-TERRA
MAS NEM TANTO, VAI COM CALMA
PODE ENFIAR ATÉ TRÊS DEDOS
MAS NÃO PONHA PUNHO E PALMA


A mão dela um dia veio
por mim todo deslizando,
palmo a palmo me abrasando,
até que do cu no meio
senti um dedo médio em cheio,
e um prazer que os Céus encerra
eu provei naquela ferra,
e então mil tabus deixei:
não tendo nada de gay,
eu até curto um fio-terra!

Houve então que, numa foda,
querendo provar mais novas,
já tendo feito as desovas,
eu pedi mais graça à moda,
mais novidades à roda,
e ela então enfiou-me à alma
cotovelo, axila e palma,
e eu berrei bem furibundo:
“menina, eu pedi mais fundo,
mas nem tanto, vai com calma!”

Estando eu de cu doído,
quase até que esfrangalhado,
por ter sido soterrado,
mas lá tendo inda um prurido
de tesão, fiz-lhe pedido:
“menina dos meus folguedos,
não quero novos brinquedos
nem masoquismos no ó:
no meu rabo agora só
pode por até três dedos!”

E então ela também quis
tomar no rabo como eu,
e foi o que sucedeu:
enfiei-lhe um dedo, o nariz
e a língua, e ela foi feliz,
mas também perdeu a calma
quando enfiei-me além da alma:
“o rabo é seu, meu amado,
brinque nele sossegado,
mas não ponha punho e palma!”

Leo Pinto, 10/10/2006

Monday, October 09, 2006

 
Forma e Tema

Escrotidão poética, ilumina
o que de mais mundano tem o poeta:
os bagos, o caralho e a sua excreta,
com que ele risca a lira fescenina!

Safado, eu canto a puta libertina,
e afogueado, louvo-lhe a xereca,
o ânus e a sórdida meleca
que ela deixa boiando na latrina!

E disso, pois, os versos vão nascendo,
qual porra que me sai ejaculada
ou merda, que do cu me sai fedendo,

e assim faço poesia refinada,
que embora seja o tema “escroto” e “horrendo”,
a rima é rara e a métrica é contada!


Leo Pinto, 08/06/2005

Friday, October 06, 2006

 

Meu Cu, que estás no Sul, e minha Bosta...

...a Vós dedico os versos logo abaixo!

Ideológico

O cabra que não sai da fase anal
só pensa em cu pro resto da existência,
encontra no cocô rara excelência,
e até se excita quando faz o tal!

Porém, que não se taxe de anormal
o seu comportamento, e nem demência;
cada qual vive a sua experiência,
e acima, pois, do bem e da moral

(seja qual for), existem os humanos,
com suas tantas crenças e ideais,
e cada qual c’um deus que lhe é só seu:

eu mesmo creio num Altíssimo Ânus,
e fiado em minhas posições fecais,
defeco de pau duro, e sou mais eu!

Leo Pinto, 01/10/2005

Wednesday, October 04, 2006

 

Vai lavar essa bunda fedorenta, moleque!!!!

Tratado Geral da Limpeza do Cu no Frio

Lavar o cu no frio é grande feito:
a aguinha do bidê bate gelada
na bunda, que de susto assim tomada,
todinha se arrepia, e tão sem jeito!

E assim, sem ser limpado o cu direito,
nos sobra uma assadura desgraçada,
e a rosca, assim ardentemente assada,
nos faz ficar a dor atroz sujeitos.

Aspiro eu, portanto, a uma utopia:
que o homem, como os ursos, nos invernos,
tranqüila e sobriamente hibernaria,

deixando, assim, o cu desativado
até que volte o calor dos infernos,
e possa então cagar apaziguado!

Leo Pinto, 2004

Sunday, October 01, 2006

 

Mote velho, glosa nova...

O PEIDO QUE A NEGA DEU
QUASE NÃO CABE NO CU

Foi delícia para o meu
paladar perverso e escroto,
foi bem melhor do que o arroto
o peido que a nega deu!
Ela o cu me ofereceu,
já soltando um pitiú
seguido de um cruzuzu,
refeição tão saborosa,
que a minha língua, gulosa,
quase não cabe no cu!

Leo Pinto, 30/01/2006

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