Tuesday, May 30, 2006
Escatológica e verídica anedota...
Cláudia “Tuc”
Eu canto, agora, o caso do apelido
que Cláudia “Tuc” um dia recebeu,
um sobrenome-alcunha merecido
pelo “presente” que ela então me deu!
Em noite alegre, eu ia já dormir,
voltando de uma farra alcoolizante,
mas no último boteco, trupicante,
passei, pra saideira eu resumir.
O bar já se fechava, e do balcão
mandou-me ir circulando o Seu José,
e como eu insistisse, deu-me um pé
na bunda, e ainda gozou-me, o fanfarrão!
Porém, reposto, levantei-me e vi,
também cambaleante de bebaça,
Claudinha, companheira de cachaça,
e então chamei-lhe, “ó, Cláudia, chega aqui!
Me diz pr’onde é que você vai agora
que já não nem mais bar pra se beber?”
E respondeu-me, “eu vou pra casa embora,
pois já nem macho tem pra me foder!”
“Mas, opa – eu olho-a em brios inflamados –
se é macho que precisa, ó xexelenta,
aqui tenho colhões espevitados,
só quero ver então se você güenta!”
“É mesmo, ó, metidaço duma figa?”
ela retruca altiva e presunçosa,
“eu quero ver se esse caralho goza,
se é macho mesmo e fode, então me siga!”
Prum beco escuro, então, os dois seguimos,
e já trocamos beijos e carícias,
chupões, lambidas, mordidelas, mimos,
co’as mãos e as mentes cheias de sordícias...
E sem qualquer vergonha, nós tiramos
a roupa toda, e assim já peladões,
nas genitálias nos acariciamos,
em meio a cálidas esfregações,
depois do que, nos vamos entendendo
nas orais fodas, ora eu agachado
lhe meto um cunilíngua caprichado,
ora ela uma boquete vai fazendo,
até que, já pra lá de incandescidos,
partimos sem demora, aos finalmentes,
e em meio aos vai-e-vens mais inclementes,
são quase gritos nossos mil gemidos!
Porém, depois de um longo tempo eu peço
um intervalo para uma mijada,
que a bebedeira tinha sido o excesso,
e em tal estado nunca que eu gozava!
Um largo arco-íris foi jorrado então
do meu pau duro em grande intensidade,
e após bater o longo e atroz mijão,
voltamos a foder com mais vontade!
Mas novamente, e várias vezes mais,
fomos interrompidos pela urina,
que àquela noite quis ser minha sina,
nos travando empatadas colossais!
E lá pra além das tantas, já cansada
de tanta esfolação na bacurinha,
que já lhe ardia, pede-me a Claudinha:
“já chega, desgraçado, eu tô estropiada,
você não goza nunca, e eu já gozei
que nem com trinta dedos eu contava,
minha xereca toda já esfolei,
já chega, que eu não sou da foda escrava!”
“Tá, bom – respondo – mas não dava então,
pra, se na frente a ardência é tão fodaz,
a gente se entender aí por trás,
e eu te fincar a vara no botão?”
“No cu? Sei não, ali não se entra, sai,
já dei bem poucas vezes, mas vá lá,
até libero, mas depois, sei lá,
se a coisa não der certo, ai, ai, ai, ai....”
“Ah, nem dá nada, não – já vou dizendo –
eu vou de leve e bem devagarinho...”
Sem mais, então, a pica vou metendo
no seu buraco escuro e apertadinho...
Porém, era apertado em demasia
aquele rabo, e tive que apelar
pros dedos, que lhe pus no tal lugar
pra ver se de algum jeito o lassearia!
E ali fiquei mexendo uns dois ou três
pra ver se dava jeito, quando então
senti no indicador um trombalhão,
que um barulhinho atroz e estranho fez:
TUC! Foi o barulho ali escutado,
e de imediato tiro, constrangido,
o dedo que lhe havia investido,
pois que ela em minha mão tinha cagado!
Gorou, logicamente, a foda inteira:
além de eu não gozar, tomei cagada,
e Cláudia até sangrou de tão varada:
saiu doída em vez de prazenteira!
Ficou, no entanto, na lembrança o ruído,
o TUC do cocô que me encontrou,
e assim foi que a Claudinha então ganhou
o seu escatológico apelido!
Leo Pinto, 29/09/2005
Eu canto, agora, o caso do apelido
que Cláudia “Tuc” um dia recebeu,
um sobrenome-alcunha merecido
pelo “presente” que ela então me deu!
Em noite alegre, eu ia já dormir,
voltando de uma farra alcoolizante,
mas no último boteco, trupicante,
passei, pra saideira eu resumir.
O bar já se fechava, e do balcão
mandou-me ir circulando o Seu José,
e como eu insistisse, deu-me um pé
na bunda, e ainda gozou-me, o fanfarrão!
Porém, reposto, levantei-me e vi,
também cambaleante de bebaça,
Claudinha, companheira de cachaça,
e então chamei-lhe, “ó, Cláudia, chega aqui!
Me diz pr’onde é que você vai agora
que já não nem mais bar pra se beber?”
E respondeu-me, “eu vou pra casa embora,
pois já nem macho tem pra me foder!”
“Mas, opa – eu olho-a em brios inflamados –
se é macho que precisa, ó xexelenta,
aqui tenho colhões espevitados,
só quero ver então se você güenta!”
“É mesmo, ó, metidaço duma figa?”
ela retruca altiva e presunçosa,
“eu quero ver se esse caralho goza,
se é macho mesmo e fode, então me siga!”
Prum beco escuro, então, os dois seguimos,
e já trocamos beijos e carícias,
chupões, lambidas, mordidelas, mimos,
co’as mãos e as mentes cheias de sordícias...
E sem qualquer vergonha, nós tiramos
a roupa toda, e assim já peladões,
nas genitálias nos acariciamos,
em meio a cálidas esfregações,
depois do que, nos vamos entendendo
nas orais fodas, ora eu agachado
lhe meto um cunilíngua caprichado,
ora ela uma boquete vai fazendo,
até que, já pra lá de incandescidos,
partimos sem demora, aos finalmentes,
e em meio aos vai-e-vens mais inclementes,
são quase gritos nossos mil gemidos!
Porém, depois de um longo tempo eu peço
um intervalo para uma mijada,
que a bebedeira tinha sido o excesso,
e em tal estado nunca que eu gozava!
Um largo arco-íris foi jorrado então
do meu pau duro em grande intensidade,
e após bater o longo e atroz mijão,
voltamos a foder com mais vontade!
Mas novamente, e várias vezes mais,
fomos interrompidos pela urina,
que àquela noite quis ser minha sina,
nos travando empatadas colossais!
E lá pra além das tantas, já cansada
de tanta esfolação na bacurinha,
que já lhe ardia, pede-me a Claudinha:
“já chega, desgraçado, eu tô estropiada,
você não goza nunca, e eu já gozei
que nem com trinta dedos eu contava,
minha xereca toda já esfolei,
já chega, que eu não sou da foda escrava!”
“Tá, bom – respondo – mas não dava então,
pra, se na frente a ardência é tão fodaz,
a gente se entender aí por trás,
e eu te fincar a vara no botão?”
“No cu? Sei não, ali não se entra, sai,
já dei bem poucas vezes, mas vá lá,
até libero, mas depois, sei lá,
se a coisa não der certo, ai, ai, ai, ai....”
“Ah, nem dá nada, não – já vou dizendo –
eu vou de leve e bem devagarinho...”
Sem mais, então, a pica vou metendo
no seu buraco escuro e apertadinho...
Porém, era apertado em demasia
aquele rabo, e tive que apelar
pros dedos, que lhe pus no tal lugar
pra ver se de algum jeito o lassearia!
E ali fiquei mexendo uns dois ou três
pra ver se dava jeito, quando então
senti no indicador um trombalhão,
que um barulhinho atroz e estranho fez:
TUC! Foi o barulho ali escutado,
e de imediato tiro, constrangido,
o dedo que lhe havia investido,
pois que ela em minha mão tinha cagado!
Gorou, logicamente, a foda inteira:
além de eu não gozar, tomei cagada,
e Cláudia até sangrou de tão varada:
saiu doída em vez de prazenteira!
Ficou, no entanto, na lembrança o ruído,
o TUC do cocô que me encontrou,
e assim foi que a Claudinha então ganhou
o seu escatológico apelido!
Leo Pinto, 29/09/2005
Monday, May 29, 2006
Dos Ofícios de Leo Pinto
EU
Punhetas, fodas mis e enrabações
são todos trabalhados na poesia
obscena, que eu pratico todo dia
com o estro que me vem lá dos colhões.
No entanto, não são só fornicações
que eu canto, mas também coprolatria,
o culto à merda, grande ideologia
que sigo com diarréicos cagalhões.
Tal é meu estro copro-fescenino:
lirismo obsessivo de um sandeu
herdeiro de Bocage e de Mattoso,
Leo Pinto, o Galhofeiro Paladino,
que expulso de algum cu foi que nasceu
melado, fedorento e pegajoso.
Leo Pinto, 28/07/2004
Punhetas, fodas mis e enrabações
são todos trabalhados na poesia
obscena, que eu pratico todo dia
com o estro que me vem lá dos colhões.
No entanto, não são só fornicações
que eu canto, mas também coprolatria,
o culto à merda, grande ideologia
que sigo com diarréicos cagalhões.
Tal é meu estro copro-fescenino:
lirismo obsessivo de um sandeu
herdeiro de Bocage e de Mattoso,
Leo Pinto, o Galhofeiro Paladino,
que expulso de algum cu foi que nasceu
melado, fedorento e pegajoso.
Leo Pinto, 28/07/2004
Friday, May 26, 2006
Verso & Reverso: das pombas às putas...
As Pombas
Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...
Raimundo Correia
As Putas
Fode a primeira puta arreganhada,
fode outra mais... mais outra... Enfim dezenas
de putas fodem nos bordéis apenas
a noite cai, obscena e descarada.
E de manhã, depois da labutada,
retornam para a casa co’as pequenas
fortunas que juntaram com as penas
e trabalheiras da fodaz noitada.
Porém os corações as putas doam,
e como quaisquer outras se magoam
também, e são mais tristes os seus ais;
com elas, todos seus amores soltam,
porém mentem, e todos eles voltam
pra casa e, para as putas, nunca mais...
Leo Pinto
Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...
Raimundo Correia
As Putas
Fode a primeira puta arreganhada,
fode outra mais... mais outra... Enfim dezenas
de putas fodem nos bordéis apenas
a noite cai, obscena e descarada.
E de manhã, depois da labutada,
retornam para a casa co’as pequenas
fortunas que juntaram com as penas
e trabalheiras da fodaz noitada.
Porém os corações as putas doam,
e como quaisquer outras se magoam
também, e são mais tristes os seus ais;
com elas, todos seus amores soltam,
porém mentem, e todos eles voltam
pra casa e, para as putas, nunca mais...
Leo Pinto
Thursday, May 25, 2006
PUTA, PUTA PUTA, PUTA, PUTA!!!!!!
ODE ÀS PUTAS
Ainda acusam Madalena
de ter sido puta vil,
mas todos louvamos Eva,
a puta que nos pariu.
Canto agora e aqui, portanto,
a justiça feita à puta,
comerciante do prazer
que todo homem são desfruta.
A primeira foi “Lulu”,
e a segunda foi “Lili”,
dos quatorze aos quinze aninhos
foi só putas que eu comi.
Com putas eu me fiz homem,
com putas me iniciei,
aprendi o bê-á-bá,
com putas eu me formei.
Puta, cuia, barregã,
meretriz, quenga, fubana,
rameira, à toa, da-vida,
a ouro dão-nos a xana.
As putas são anjos, fadas,
povoam-nos fantasias,
são grãs-senhoras da foda
que o caralho extasia.
As putas são ancestrais,
são-nos mães, são-nos avós,
descendem humanos povos
das rachas de seus lolós!
A puta é a pia mater
da humanidade que sofre,
e encerro-lhes a homenagem
nas glórias da oitava estrofe!
Leo Pinto
Ainda acusam Madalena
de ter sido puta vil,
mas todos louvamos Eva,
a puta que nos pariu.
Canto agora e aqui, portanto,
a justiça feita à puta,
comerciante do prazer
que todo homem são desfruta.
A primeira foi “Lulu”,
e a segunda foi “Lili”,
dos quatorze aos quinze aninhos
foi só putas que eu comi.
Com putas eu me fiz homem,
com putas me iniciei,
aprendi o bê-á-bá,
com putas eu me formei.
Puta, cuia, barregã,
meretriz, quenga, fubana,
rameira, à toa, da-vida,
a ouro dão-nos a xana.
As putas são anjos, fadas,
povoam-nos fantasias,
são grãs-senhoras da foda
que o caralho extasia.
As putas são ancestrais,
são-nos mães, são-nos avós,
descendem humanos povos
das rachas de seus lolós!
A puta é a pia mater
da humanidade que sofre,
e encerro-lhes a homenagem
nas glórias da oitava estrofe!
Leo Pinto
Tuesday, May 23, 2006
Mais uma glosa feliz...
A VIRGEM DESCABAÇADA
JÁ DEIXOU DE SER NINFETA
É UMA MERETRIZ RAFADA
COM PEREBAS NA BUCETA
Ana Paula foi donzela
até os doze anos de idade,
mas chegada a puberdade
deu-se à vida puta e bela:
um dia numa viela,
passaram-lhe uma dedada
que a deixou toda molhada,
e então lhe passaram malho,
deixando, ao fim do trabalho,
a virgem descabaçada!
Foi-se Ana Paula sangrando
pra casa naquele dia,
e a dolorida sorria,
no chuveiro já cantando
enquanto ia se lavando
pra limpar toda a buceta
que um passaralho xereta
lhe sujou de sacanagem,
mas mesmo após a lavagem
já deixou de ser ninfeta!
Descoberta pelos pais,
austeros conservadores,
descobriu Ana os horrores
de uma surra pra jamais
se esquecer de tantos ais;
de casa foi enxotada
e, sem saber fazer nada,
foi viver de putaria
e, tanto, que ela hoje em dia
é uma meretriz rafada!
Ana Puta enriqueceu
com suas artes da xana,
mas não soube poupar grana
pro outono do gineceu,
e então se lhe sucedeu
de, velha, sofrer a peta
do abandono, e na sarjeta
fez seu derradeiro show,
e os seus dias terminou
com perebas na buceta!
Leo Pinto, 26/09/2005
JÁ DEIXOU DE SER NINFETA
É UMA MERETRIZ RAFADA
COM PEREBAS NA BUCETA
Ana Paula foi donzela
até os doze anos de idade,
mas chegada a puberdade
deu-se à vida puta e bela:
um dia numa viela,
passaram-lhe uma dedada
que a deixou toda molhada,
e então lhe passaram malho,
deixando, ao fim do trabalho,
a virgem descabaçada!
Foi-se Ana Paula sangrando
pra casa naquele dia,
e a dolorida sorria,
no chuveiro já cantando
enquanto ia se lavando
pra limpar toda a buceta
que um passaralho xereta
lhe sujou de sacanagem,
mas mesmo após a lavagem
já deixou de ser ninfeta!
Descoberta pelos pais,
austeros conservadores,
descobriu Ana os horrores
de uma surra pra jamais
se esquecer de tantos ais;
de casa foi enxotada
e, sem saber fazer nada,
foi viver de putaria
e, tanto, que ela hoje em dia
é uma meretriz rafada!
Ana Puta enriqueceu
com suas artes da xana,
mas não soube poupar grana
pro outono do gineceu,
e então se lhe sucedeu
de, velha, sofrer a peta
do abandono, e na sarjeta
fez seu derradeiro show,
e os seus dias terminou
com perebas na buceta!
Leo Pinto, 26/09/2005
Saturday, May 20, 2006
Chicoganeira
Cagadinha
Um dia ele cagou tão diferente do seu jeito de sempre cagar,
era uma merda mole e quente e de um fedor intenso e duro de agüentar,
e o cabra jorrou toda merda até nas suas tripas nada mais sobrar;
e trabalhosamente ele se pôs paciente a todo o seu loló limpar,
mas era tanta merda que ele trabalhou até o seu papel faltar,
e de repente a bodunzeira do banheiro principiou a se espalhar,
e com aquele aroma a vizinhança toda aos poucos pôs-se a reclamar,
e à sua casa todos foram bravos para mil satisfações tirar,
mas logo à entrada do banheiro a turba toda em merda mole escorregou,
e em merda tanta patinaram que pela cidade a coisa se espalhou,
e por mil anos a cidade inteira em qualquer parte voltou a ter paz,
pois tudo ao redor seu
inerme se rendeu
ao gás!
Leo Pinto, 16/10/2005
Um dia ele cagou tão diferente do seu jeito de sempre cagar,
era uma merda mole e quente e de um fedor intenso e duro de agüentar,
e o cabra jorrou toda merda até nas suas tripas nada mais sobrar;
e trabalhosamente ele se pôs paciente a todo o seu loló limpar,
mas era tanta merda que ele trabalhou até o seu papel faltar,
e de repente a bodunzeira do banheiro principiou a se espalhar,
e com aquele aroma a vizinhança toda aos poucos pôs-se a reclamar,
e à sua casa todos foram bravos para mil satisfações tirar,
mas logo à entrada do banheiro a turba toda em merda mole escorregou,
e em merda tanta patinaram que pela cidade a coisa se espalhou,
e por mil anos a cidade inteira em qualquer parte voltou a ter paz,
pois tudo ao redor seu
inerme se rendeu
ao gás!
Leo Pinto, 16/10/2005
Sunday, May 14, 2006
De volta pro meu aconchego...
A Casa do Caralho
Por ser em demasia um grão-bandalho,
por ser um libertino sem noção,
por ser tão sacanaz e fanfarrão,
mandaram-me pra Casa do Caralho!
Eu fui e, sendo assim, conto e gargalho,
que a casa tal sem dúvida é um tesão:
por lá me pus faceiro e folgazão,
pois lá encontrei um canto bem borralho!
Mas querem, pois, saber onde é que fica?
Pois bem, ela é, em verdade, qualquer meio
onde bem se acomode a rola ou pica:
buceta, boca, mão, umbigo, seio,
ou mesmo lá onde fui quando mandado,
um cu, em que fui tão bem aconchegado!
Leo Pinto, 25/11/2005
Por ser em demasia um grão-bandalho,
por ser um libertino sem noção,
por ser tão sacanaz e fanfarrão,
mandaram-me pra Casa do Caralho!
Eu fui e, sendo assim, conto e gargalho,
que a casa tal sem dúvida é um tesão:
por lá me pus faceiro e folgazão,
pois lá encontrei um canto bem borralho!
Mas querem, pois, saber onde é que fica?
Pois bem, ela é, em verdade, qualquer meio
onde bem se acomode a rola ou pica:
buceta, boca, mão, umbigo, seio,
ou mesmo lá onde fui quando mandado,
um cu, em que fui tão bem aconchegado!
Leo Pinto, 25/11/2005
Thursday, May 11, 2006
A putaria e os séculos...
Belo mote, belas glosas, a sabedoria dos mestres difundida séculos afora pelos discípulos... E viva a putaria!!!
VÁ PRA PUTA QUE O PARIU!
Certa sujeita do paço
um amante namorava,
com quem se punheteava,
com todo o desembaraço;
ele quis ir-lhe ao cabaço
mas ela lhe retorquiu:
“Gentes, pois já se viu?
Arre lá, arrede a trouxa!
Se já não lhe serve a coxa,
vá pra puta que o pariu!”
Laurindo Rabelo
VÁ PRA PUTA QUE O PARIU!
Um dia, com minha amada,
num rala-e-rola gostoso,
meu instrumento, guloso,
ao escapar-lhe da entrada,
voltou-lhe na porta errada
e uma prega se partiu,
e a ofendida se insurgiu:
“Alto lá, filho da puta,
pois se já não basta a gruta,
vá pra puta que o pariu!”
Leo Pinto, 08/05/2006
VÁ PRA PUTA QUE O PARIU!
Certa sujeita do paço
um amante namorava,
com quem se punheteava,
com todo o desembaraço;
ele quis ir-lhe ao cabaço
mas ela lhe retorquiu:
“Gentes, pois já se viu?
Arre lá, arrede a trouxa!
Se já não lhe serve a coxa,
vá pra puta que o pariu!”
Laurindo Rabelo
VÁ PRA PUTA QUE O PARIU!
Um dia, com minha amada,
num rala-e-rola gostoso,
meu instrumento, guloso,
ao escapar-lhe da entrada,
voltou-lhe na porta errada
e uma prega se partiu,
e a ofendida se insurgiu:
“Alto lá, filho da puta,
pois se já não basta a gruta,
vá pra puta que o pariu!”
Leo Pinto, 08/05/2006
Monday, May 08, 2006
Homenagem a Edgar Alan Poe...
O Urubu
À meia noite em altos roncos ia
um fancho, um velho bode libertino,
sonhando com seus tempos de menino,
lembrando a sua mais antiga orgia...
Sonhava com o primo Jurandir,
mais velho uns anos, e mais tarimbado
em sacanagens em que o grão-safado
iria em pouco tempo o introduzir.
Pegou-o o primo Jura certa feita,
e o fez chupar-lhe a rola bem bonzinho,
violando-lhe depois o buraquinho,
e o fez então sua mulher eleita!
E o meninote então se apaixonara
pelo primão, com quem por longos anos
teve uma relação de pinto no ânus,
lhe saciando toda e qualquer tara!
Por tempos foi a esposa do parente,
sempre feliz e muito realizado,
porém num dia negro e amaldiçoado,
o Jurandir morreu num acidente!
O cabra amargurou-se por completo,
tornando-se a partir daquela dia
um misantropo que jamais iria
pra qualquer outro liberar seu reto.
Naquela noite, pois, ele sonhava
co’a rola de seu falecido esposo,
já tendo poluções de intenso gozo,
enquanto “amado Jura!” balbuciava!
Porém de seus sonhares é tirado
o pobre, quando toca a campainha
que o acorda e, qual cabrita assustadinha,
o velho corre à porta apatetado!
“Já vai!”, diz o velhaco se ajeitando,
“mas quem será a essa hora, cacetada?”,
no meio do caminho vai pensando,
e quando ele abre a porta: nada, nada!
No entanto, ele se volta e vê na sala,
pousada sobre o busto de Cazuza,
uma ave mais sombria que Medusa,
um urubu, e os olhos arregala!
Ainda estupefato se aprochega
e fala “urubuzinho estranho, diga,
você vem procurar abrigo ou briga?,
porque, numa hora dessas, minha nega...”
O urubu não responde, apenas caga
em cima da cabeça do roqueiro,
e o velho, então, furioso e mais grosseiro,
desanda, chiliquento, a rogar praga:
“Urubu fidaputa, agora vaza,
que aqui não entra porco nem cagão,
pode ir saindo, puto sem noção,
que a porta é a serventia aqui da casa!”
Gargalha o bicho e põe-se a declamar:
“Eu venho, bicha velha e jururu,
lembrar que você nunca mais vai dar
pro falecido Jurandir seu cu!”
A bicha cai do salto e xinga o bicho:
“Patife, desgraçado, carniceiro,
retira a aqui de casa esse teu cheiro
e volta já pro meio do teu lixo!”
Mas o urubu nem liga e faz picuinha:
“Eu venho, bicha velha e jururu,
lembrar que nunca mais sua rosquinha
vai ser altar das fodas do Juju!”
E o fancho perde toda pose enfim:
“Querido, vai pra puta que o pariu,
cala essa boca imunda, tchau, psiu,
vaza daqui, palhaço, e sai de mim!”
Mas o urubu rebola e continua:
“Eu venho, bicha velha e jururu,
lembrar que nunca mais a bunda sua
vai ser despojo do primão zulu!”
Aí, pira de vez o velho e sai
correndo atrás do bicho, que revoa
em círculos a sala numa boa,
até que, já bem tonta, a bicha cai!
E assim se queda o velho alucinado,
prostrado ali no chão enquanto escuta
pra sempre o insulto do urubu safado
a repetir-lhe “bicha fidaputa,
você jamais vai ter de novo o Jura,
jamais, velho fanchono jururu,
jamais você vai ter a pica dura
do Jurandir enfiada no seu cu!”
Fim
Leo Pinto, 28/11/2005
À meia noite em altos roncos ia
um fancho, um velho bode libertino,
sonhando com seus tempos de menino,
lembrando a sua mais antiga orgia...
Sonhava com o primo Jurandir,
mais velho uns anos, e mais tarimbado
em sacanagens em que o grão-safado
iria em pouco tempo o introduzir.
Pegou-o o primo Jura certa feita,
e o fez chupar-lhe a rola bem bonzinho,
violando-lhe depois o buraquinho,
e o fez então sua mulher eleita!
E o meninote então se apaixonara
pelo primão, com quem por longos anos
teve uma relação de pinto no ânus,
lhe saciando toda e qualquer tara!
Por tempos foi a esposa do parente,
sempre feliz e muito realizado,
porém num dia negro e amaldiçoado,
o Jurandir morreu num acidente!
O cabra amargurou-se por completo,
tornando-se a partir daquela dia
um misantropo que jamais iria
pra qualquer outro liberar seu reto.
Naquela noite, pois, ele sonhava
co’a rola de seu falecido esposo,
já tendo poluções de intenso gozo,
enquanto “amado Jura!” balbuciava!
Porém de seus sonhares é tirado
o pobre, quando toca a campainha
que o acorda e, qual cabrita assustadinha,
o velho corre à porta apatetado!
“Já vai!”, diz o velhaco se ajeitando,
“mas quem será a essa hora, cacetada?”,
no meio do caminho vai pensando,
e quando ele abre a porta: nada, nada!
No entanto, ele se volta e vê na sala,
pousada sobre o busto de Cazuza,
uma ave mais sombria que Medusa,
um urubu, e os olhos arregala!
Ainda estupefato se aprochega
e fala “urubuzinho estranho, diga,
você vem procurar abrigo ou briga?,
porque, numa hora dessas, minha nega...”
O urubu não responde, apenas caga
em cima da cabeça do roqueiro,
e o velho, então, furioso e mais grosseiro,
desanda, chiliquento, a rogar praga:
“Urubu fidaputa, agora vaza,
que aqui não entra porco nem cagão,
pode ir saindo, puto sem noção,
que a porta é a serventia aqui da casa!”
Gargalha o bicho e põe-se a declamar:
“Eu venho, bicha velha e jururu,
lembrar que você nunca mais vai dar
pro falecido Jurandir seu cu!”
A bicha cai do salto e xinga o bicho:
“Patife, desgraçado, carniceiro,
retira a aqui de casa esse teu cheiro
e volta já pro meio do teu lixo!”
Mas o urubu nem liga e faz picuinha:
“Eu venho, bicha velha e jururu,
lembrar que nunca mais sua rosquinha
vai ser altar das fodas do Juju!”
E o fancho perde toda pose enfim:
“Querido, vai pra puta que o pariu,
cala essa boca imunda, tchau, psiu,
vaza daqui, palhaço, e sai de mim!”
Mas o urubu rebola e continua:
“Eu venho, bicha velha e jururu,
lembrar que nunca mais a bunda sua
vai ser despojo do primão zulu!”
Aí, pira de vez o velho e sai
correndo atrás do bicho, que revoa
em círculos a sala numa boa,
até que, já bem tonta, a bicha cai!
E assim se queda o velho alucinado,
prostrado ali no chão enquanto escuta
pra sempre o insulto do urubu safado
a repetir-lhe “bicha fidaputa,
você jamais vai ter de novo o Jura,
jamais, velho fanchono jururu,
jamais você vai ter a pica dura
do Jurandir enfiada no seu cu!”
Fim
Leo Pinto, 28/11/2005
Saturday, May 06, 2006
Oração Escatológica
Bostas e Merdas
Bosta: despojo de meu eu fragmentário
e fétido, orgânico e pastoso.
Pedaços de picanha, alface triturado
entre os dentes, macarrão de domingo
e aqueles fantásticos grãos de milhos ainda inteiros.
(o milho há que durar para sempre!)
Merda: fração de mim liquefeito em
óleo de dendê, pimenta e laxantes.
Líquido claro e fedido, expulso
de meu corpo em jatos intensos e velozes.
Bostas e merdas: excrementos que nos perpetuam
na Terra, que nos transportam da vida à História.
Nosso primeiro e último filho, o detrito.
Alimento do mundo transformado em árvore,
pássaro, pedra de estilingue, sangue, chão e adubo.
Nossa mais profunda e sincera maneira de ser
e não ser, as bostas e merdas. São-nos caras.
Benditas sejam.
Amém.
Leo Pinto, 2003
Bosta: despojo de meu eu fragmentário
e fétido, orgânico e pastoso.
Pedaços de picanha, alface triturado
entre os dentes, macarrão de domingo
e aqueles fantásticos grãos de milhos ainda inteiros.
(o milho há que durar para sempre!)
Merda: fração de mim liquefeito em
óleo de dendê, pimenta e laxantes.
Líquido claro e fedido, expulso
de meu corpo em jatos intensos e velozes.
Bostas e merdas: excrementos que nos perpetuam
na Terra, que nos transportam da vida à História.
Nosso primeiro e último filho, o detrito.
Alimento do mundo transformado em árvore,
pássaro, pedra de estilingue, sangue, chão e adubo.
Nossa mais profunda e sincera maneira de ser
e não ser, as bostas e merdas. São-nos caras.
Benditas sejam.
Amém.
Leo Pinto, 2003
Thursday, May 04, 2006
Verso & Reverso
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira
Desarranjo
Eu faço versos como quem caga,
de diarréia, disenteria,
fecha este livro, se como praga,
tens o intestino em prisão tardia.
Meu verso é mole, fedido e quente,
bactérias soltas em minha flora,
molha-me o ânus, dói-me no ventre,
vaza em filetes, cueca afora.
E nestes versos de pobres rimas,
em peidos fortes a merda escorre:
entusiasta da fescenina,
eu cago versos como quem morre.
Leo Pinto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira
Desarranjo
Eu faço versos como quem caga,
de diarréia, disenteria,
fecha este livro, se como praga,
tens o intestino em prisão tardia.
Meu verso é mole, fedido e quente,
bactérias soltas em minha flora,
molha-me o ânus, dói-me no ventre,
vaza em filetes, cueca afora.
E nestes versos de pobres rimas,
em peidos fortes a merda escorre:
entusiasta da fescenina,
eu cago versos como quem morre.
Leo Pinto